Visita de Estudo à Bélgica (Bruxelas; Gent e Bruges)

O GRUPO junto ao Arco do Cinquentenário (Bruxelas)

A nossa Escola reiterou, uma vez mais, o seu compromisso de transformar o ensino num espaço de (con)vivência de um grupo de professores e alunos de duas escolas: Escola Secundárias D. Pedro V (Agrupamento de Escolas das Laranjeiras) e Escola Secundária Vergílio Ferreira (Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira). De 23 a 26 de Abril alunos das turmas 11º4ª, 11º7ª e 11º 8ª, acompanhados pelas suas professoras de História A, Ângela Conceição e Rita Calado viajaram até ao coração da União Europeia – Bélgica.

Tendo por base o tema do Projeto Educativo do Agrupamento – Educar para inclusão–, o tema do Domínio de Autonomia Curricular (DAC) –Portugal e o mundo ontem, hoje e amanhã- e Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (com o foco na dimensão Democracia e Instituições Políticas), esta visita de estudo ao estrangeiro – Bruxelas, Bruges e Gent – visou ser uma experiência educativa e humana que ultrapassasse os limites da sala de aula.

A interação em grupo, a adaptação a contextos culturais distintos e o reconhecimento de uma identidade europeia comum fortalecem a autonomia, a responsabilidade e o espírito crítico, contribuindo para o crescimento pessoal e cívico de todos os participantes. Foram gratificantes as manifestações de reconhecimento por parte dos encarregados de educação, após esta viagem de estudo. As mensagens recebidas demonstram que as famílias perceberam o valor desta iniciativa que vai para além do currículo, focando-se no crescimento pessoal dos filhos, que procuraram honrar o nome da nossa Escola.

O itinerário por Bruxelas, Gante e Bruges possibilitou aos alunos uma imersão profunda num legado histórico e artístico ímpar. Nestas cidades, a confluência de línguas e tradições reflete a diversidade que define a própria identidade europeia. Do Museu de Belas Artes, ao Museu Magritte, Museu da Banda Desenhada, dos centros de prosperidade económica da Flandres da Idade Média à Catedral de St. Bavo, à Igreja de Nossa Senhora, a GroteMarkt ou aos célebres canais de Bruges, das transformações resultantes da revolução industrial e urbana dos séculos XVIII/XIX aos edifícios das Instituições da União Europeia, calcorreando ruas, avenidas, jardins, parques, praças… quatro dias pareceram pouco aos nossos alunos para tantas descobertas.

No fundo esta experiência pedagógica contribuiu para a consciencialização de que o legado histórico europeu, alicerçado em valores democráticos inalienáveis, não são passado, mas a própria essência de uma identidade coletiva que é vital perpetuar e dignificar perante os desafios do presente.

Recordar… para valorizar!

Carlota Pires – 11º4

Esta imagem que escolhi representa um dos momentos da visita que me deixou feliz. Mesmo estando num país diferente, foi possível sentirmo-nos em casa através desta pequena figura, o Manneken Pis, que estava vestido com o ilustre traje típico do Minho e a segurar um cravo em celebração do dia da liberdade (25 de abril), acompanhado por um rancho folclórico em festa e vários portugueses nesta pequena esquina.
O Manneken Pis está localizado no centro de Bruxelas, perto da Grand Place, no cruzamento das ruas Rue du Chêne/Eikstraat (Carvalho) e Rue de l’Étuve/Stoofstraat (Guisado). Esta pequena estátua em bronze é a representação do povo de Bruxelas e do seu bom humor e liberdade de pensamento. Mesmo que a sua história continue uma grande incógnita até hoje, sendo acompanhada apenas por alguns rumores e fantasias, há uma curiosidade sobre este rapazinho de 61 cm: a estátua da fotografia não é a original, a verdadeira estatueta encontra-se atualmente em exposição no museu Maison du Roi (que também visitámos), localizado na Grand-Place, e foi encomendada no ano de 1619 ao artista Hieronimus Duquesnoy, o Velho. È tradição desde o século XVII vestir o menino com várias roupas diferentes em várias ocasiões representando a cultura dos dias importantes celebrados não só na Bélgica mas também noutros países.

Apesar de ter gostado de vários momentos na viagem à Bélgica, o quadro “A Morte de Marat”, de David, foi o que mais me impactou, apesar de já o ter visto no manual de História.
O meu pai, grande apreciador de arte, explicou- me que a obra representa um acontecimento emblemático da Revolução Francesa (o assassinato de um dos seus chefes políticos). Como em muitos outros trabalhos de David todos os objetos presentes na tela têm uma função concreta: a banheira; a faca; a carta; a ferida; e o sangue.
Olhando para trás, ao compreender o impacto e o significado do quadro, posso afirmar que este foi o momento que mais me marcou da viagem, em termos de arte e de história.

Sara Abreu  – 11°4

Escolhi esta fotografia porque a Grand Place foi um dos sítios que mais gostei de visitar na Bélgica, não só pela beleza dos edifícios e pelos detalhes da arquitetura, mas também por ser um espaço cheio de história e ao mesmo tempo muito visitado. Esta experiência fez-me valorizar mais a importância de preservar o património cultural.

Kaila Vaz 11º 4ª

Escolhi esta fotografia em Gent porque vai além da beleza evidente. À primeira vista é uma paisagem calma e organizada, quase perfeita. Mas essa aparência revela também uma realidade construída, onde cada elemento parece contribuir para uma imagem cuidada da cidade.
Os barcos, o canal e os edifícios históricos mostram um forte respeito pelo passado. Ao mesmo tempo, percebe se que esse cenário é valorizado como atração turística, criando um equilíbrio entre autenticidade e adaptação. A cidade mantém a sua identidade, mas molda a forma como é apresentada.
Esta imagem destaca essa dualidade. Não representa apenas um lugar bonito, mas uma cidade que vive entre preservar a sua história e responder às exigências do presente.

Margarida Correia 11º 4ª
João Gregório 11º 4ª

Eu escolhi esta foto, pois no momento em que entrei naquela igreja, senti uma energia muito forte, não que tivesse a ver com a minha religião, eu senti-me mesmo muito bem. E ver aquelas imagens, e toda aquela majestosa arquitetura da igreja, fez-me pensar sobre o quanto as pessoas trabalharam e se dedicaram para fazer o templo de Deus perfeito.